Ficha #40: Os 8 Ps do Marketing Digital ❘ Última atualização: 24 de janeiro de 2023
Os 8 Ps do Marketing Digital
Em nossa nova realidade, em que informações sobre as marcas são amplamente divulgadas na internet, não só por veículos de informações, mas nas redes sociais, onde os consumidores dão suas próprias opiniões, fica clara a necessidade das marcas estarem cada vez mais presente no ambiente digital de maneira coerente e sólida. 1º P – Pesquisa Nessa etapa, entendemos as preferências e os hábitos de consumo do consumidor. O processo envovle contato direto, seja na rua ou redes sociais – o importante é haver a troca de informação, que fará com que a estratégia criada seja muito mais efetiva, uma vez que entendemos o que o principal envolvido no processo de compra espera. Nesse primeiro passo devemos descobrir fatos que não sabíamos do nosso consumidor e usá-los como insights para futuras ações de marketing. Ao pesquisarmos algo é importante entendermos o que o mercado procura, traçando ações com essas informações. Depois vamos atrás dos porquês, que nos trará mais linhas de ações. E considerarmos como as pessoas buscam algo na internet é algo que nos traz muitas respostas, uma vez que mostra como elas enxergam o mundo realmente, sem filtros. Duvida? Você mostraria para alguém as buscas que fez no Google no último ano? Aposto que a resposta foi um enfático NÃO. Isso porque essas buscam demonstram nossas verdadeiras intenções e necessidades. Ao analisarmos os resultados de buscas feitas no Google é possível estimarmos com precisão a demanda, sazonalidade e praça do nosso produto, uma vez que o Google sabe a localização dos seus usuários. Atualmente as ferramentas mais usadas do Google são:
2º P – Planejamento
Etapa 1 Após o levantamento das informações necessárias, é o momento de organizar tudo e traçar o plano de ação. Para começar, como em qualquer planejamento, é necessário ter um objetivo claro definido, que vai direcionar toda e qualquer ação planejada. Caso uma ação não contribua para atingir esse objetivo, ela não deve ser considerada. Esse objetivo pode ser de qualquer tipo. Veja alguns exemplos que Adolpho (2011) coloca:
Etapa 2 Após definição do objetivo é necessário traçar as metas: estas são os números e prazos que pretendem alcançar. Adolpho (2011) coloca que precisa ser uma meta SMART: específica (specific), mensurável (measurable), alcançável (attainable), realista (realistic) e temporal (timely). Etapa 3 Com objetivo e metas prontos, precisamos seguir com o planejamento usando as informações que levantamos na Pesquisa (1º P) para respondermos perguntas como: como quero ser percebido pelo mercado? Em qual negócio estou? Etapa 4 Depois, analisemos o protagonista de todo planejamento: o consumidor. Sem ele, não existe empresa. A pergunta é: quem é esse consumidor? Quais são seus interesses, necessidades e desejos? Onde ele está? Qual o preço que pode e está disposto a pagar pelo produto ou serviço que é oferecido? Para o marketing digital, somente o meio de comunicação é alterado.
Etapa 5 Após entendermos o nosso consumidor, precisamos escolher o posicionamento que a empresa terá. Caso seja uma empresa que já existe, o posicionamento no ambiente digital precisa ser coerente ao que a empresa tem. Lembre-se: é a mesma empresa, apenas presente em meios diferentes.
Etapa 6 Mais uma etapa importante no planejamento é saber qual a equipe necessária para desenvolvimento da estratégia de marketing digital, considerando todas as etapas, desde o 1º P ao 8º. Você pode montar uma tabela para melhor visualização dos profissionais que serão envolvidos. Etapa 7 Após isso, precisamos seguir para o estudo de mercado. Sem qualquer conhecimento do nosso negócio e do modelo praticado pelos nossos concorrentes, não há como saber qual o diferencial competitivo da empresa. Para se destacar dos concorrentes a empresa pode, por exemplo, optar por um bom posicionamento e uma comunicação direcionada pra segmentos de mercado específicos. Sites recomendados: 3º P – Produção Vamos partir do pressuposto que a empresa precisa de um site para divulgar os seus produtos. Ter apenas uma página com texto falando sobre a empresa e o produto em si não parece algo atrativo. Então, como criamos algo que desperte o interesse do consumidor para que ele queira acessar e consumir a informação que disponibilizamos lá? Será um canal de venda da empresa ou só informativo?
Será que faz sentido criarmos um site usando Flash ou JavaScript, sabendo que não abrirá em nenhum dispositivo móvel? Não! Ou um site que demora mais de 30 segundos para carregar? Também não. Atualmente não é mais opcional pensarmos na otimização da plataforma, considerando sua funcionalidade em todos os dispositivos (seja computadores, notebooks, tablets ou smartphones) e no tempo de carregamento.
Antes de tudo isso, precisamos desenhar o que terá nesse site, criar o que chamamos de wireframe: Se trata do esqueleto, sem layout (cores, imagens, etc), que guiará o designer na próxima etapa. Neste momento precisamos considerar todos os elementos que precisam constar na estrutura e as suas prioridades. A interface deve ser extremamente intuitiva, pensando sempre em promover a melhor experiência de navegação do usuário. Portanto, quando for desenvolver um site, que ele seja responsivo (e pensando primeiro para mobile), ou seja, ele vai responder ao tamanho da tela em que está sendo exibido, alterando a prioridade de informações e a interface de acordo com o dispositivo.
Sites recomendados: Outro ponto que precisamos pensar na produção é a URL que usaremos para o site, o título da página principal e o texto que teremos. Este é o momento que precisamos usar as palavras-chave – fazendo assim o SEO (Search Engine Optimization), que é a otimização da busca orgânica do site e está diretamente relacionado em como os usuários vão conseguir encontrar o site em uma busca no Google.
| 4º P – Publicação Conteúdo: “É tudo aquilo que pode ser consumido como informação e que acrescenta valor para alguém. Informação pode ser oferecida como imagem, vídeo, texto, arquivo de som e as diversas derivações – screencasts, slidecasts, audiobooks, etc.” (ADOLPHO (2011, p. 528)
é importante sabermos quais termos as pessoas estão mais buscando para conseguirmos fazer a otimização da busca, o SEO. Além do texto escrito, os Googlebots também conseguem ler os nomes que damos para as imagens dentro do nosso site, portanto é um cuidado que, no momento do desenvolvimento, precisamos ter.
5º P – Promoção Depois que decidimos O QUE a empresa vai comunicar, está na hora de vermos COMO fazer essa mensagem chegar no consumidor. Quais canais são mais efetivos para atingir a segmentação escolhida?
Quando pensamos nas mídias que usaremos para atingir o nosso público-alvo, precisamos pensar em como a mensagem pode percorrer todos os meios, seja ele online ou offline. Deve ser analisado como todos os canais vão contribuir para a construção da mensagem entregue ao público-alvo. Lembrando que a propaganda deve ser pensada de maneira única para cada canal, já que cada um tem a sua particularidade, mas todos devem ter um objetivo em comum. O importante é entender que não há uma receita pronta: dependendo do público que se quer atingir e a mensagem a ser passada, o planejamento muda. Mas alguns princípios devem ser seguidos, de acordo com Adolpho (2011):
Algumas ferramentas para divulgação:
6º P - Propagação Esta etapa se refere a como usar o nosso consumidor como veículo para promover a mensagem da empresa - como criar uma comunicação viral, que passa de pessoa para pessoa, porque elas se identificam e querem compartilhar.
O consumidor conectado é cada vez mais participativo e produtor de conteúdo, e não só espectador. Neste momento a marca pode, e deve, usar dessa característica a seu favor, promovendo uma mensagem forte o suficiente para que os "alfas" queiram propagá-la.
Dentro desse raciocínio nasceram os famosos "influenciadores digitais", que hoje já são uma parte bastante expressiva do esforço digital das empresas. Normalmente são convidados para eventos a fim de que usem suas redes sociais para divulga-los, o mesmo acontece com produtos, que os influenciadores recebem para que use os produtos e os divulguem para as demais pessoas.
7º P - Personalização Com o constante desenvolvimento da tecnologia e a crescente exigência do consumidor, a personalização da mensagem, produtos e serviços não é mais facultativo para as empresas. A internet possibilita uma comunicação um a um em massa, ou seja, é possível criar um relacionamento personalizado, usando segmentações e mensagens mais específicas, atingindo várias pessoas ao mesmo tempo.
Uma vez que o consumidor espera ser tratado como único, essa comunicação mais dirigida a ele gera relevância, exatamente o que precisamos para que ele queira propagar a mensagem da empresa.
Um exemplo é o e-mail marketing que, como falamos nesta aula, é uma ótima ferramenta para criar e aprofundar relacionamento com os consumidores. Uma boa estratégia de CRM (Customer Relationship Management), justamente para gerar esse relacionamento mais próximo com o público e sua fidelização, é indispensável nos dias de hoje. Para isso é necessário a criação de uma base de dados sólida e uma ferramenta inteligente que ajude na organização, como a Pipe Drive.
8º P - Precisão Aqui é onde medimos tudo que estamos fazendo, sabendo os resultados de cada veículo, ou seja, o que está funcionando mais ou menos da nossa estratégia. Essa é a "mágica" do digital: conseguimos acompanhar o passo a passo do consumidor até que ele acesse o site da empresa ou compre o produto na loja virtual: tudo é passível de análise.
Conseguimos, por exemplo, saber qual veículo está gerando maior tráfego de pessoas para a nossa loja e, quais deles geram mais vendas, uma vez que há veículos que geram quantidade, mas nem sempre qualidade de visitas.
Na internet conseguimos, inclusive, avaliar o papel dos veículos de mídia offline o quanto agregam para a campanha, já que normalmente há um aumento de procura do produto quando ele começa a ser anunciado na televisão ou rádio. Esse é o momento em que vemos a importância da convergência das mídias que estamos usando numa mesma campanha.
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Referências e Materiais Consultados
(1) Material: Material Didático da Curso Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Faculdade UniNove. Consulta: 19 de dezembro de 2022.
