segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Os 8 Ps do Marketing Digital


Em nossa nova realidade, em que informações sobre as marcas são amplamente divulgadas na internet, não só por veículos de informações, mas nas redes sociais, onde os consumidores dão suas próprias opiniões, fica clara a necessidade das marcas estarem cada vez mais presente no ambiente digital de maneira coerente e sólida.

1º P – Pesquisa

Nessa etapa, entendemos as preferências e os hábitos de consumo do consumidor. O processo envovle contato direto, seja na rua ou redes sociais – o importante é haver a troca de informação, que fará com que a estratégia criada seja muito mais efetiva, uma vez que entendemos o que o principal envolvido no processo de compra espera.

Nesse primeiro passo devemos descobrir fatos que não sabíamos do nosso consumidor e usá-los como insights para futuras ações de marketing.

Ao pesquisarmos algo é importante entendermos o que o mercado procura, traçando ações com essas informações. Depois vamos atrás dos porquês, que nos trará mais linhas de ações. E considerarmos como as pessoas buscam algo na internet é algo que nos traz muitas respostas, uma vez que mostra como elas enxergam o mundo realmente, sem filtros. Duvida? Você mostraria para alguém as buscas que fez no Google no último ano? Aposto que a resposta foi um enfático NÃO. Isso porque essas buscam demonstram nossas verdadeiras intenções e necessidades.

Ao analisarmos os resultados de buscas feitas no Google é possível estimarmos com precisão a demanda, sazonalidade e praça do nosso produto, uma vez que o Google sabe a localização dos seus usuários. Atualmente as ferramentas mais usadas do Google são:

  • Google Trends: ferramenta gratuita para a pesquisa de tendências entre os usuários, que permite identificar as pesquisas que os usuários têm feito de acordo com determinados termos. Com ele também é possível ver quais são as principais consultas que os usuários têm feito para responder todas as suas dúvidas, e encontrar essas consultas crescentes de acordo com cada assunto escolhido, filtrado por país e estado. Também é possível acompanhar a evolução de pesquisa dos termos e o interesse do usuário por assuntos desde 2004 até o momento atual. Isso permite que a empresa entenda como acontece a oscilação de interesse nesse tipo de assunto com base em períodos de tempo de todos os tamanhos, por exemplo,  se houve algum pico de busca após uma campanha entrar no ar na televisão.
  • Sugestões do Google: ao digitarmos qualquer termo no campo de busca do Google, aparecem algumas sugestões para auto completar o campo. Essas sugestões são dados de buscas feitas em maior quantidade relacionadas ao termo digitado, que também pode mostrar algumas opções diferentes das consideradas pela empresa.
  • Facebook Insights: mostra dados da página da empresa no Facebook, como demografia, localização e idioma falado pela audiência da página, horário em que as pessoas que curtem a página estão mais online, dados dos posts, outras páginas mais curtidas, entre outras informações.
  • Nielsen: a empresa é conhecida por pesquisa de tendência e comportamento e disponibiliza em seu site diversos estudos que podem ajudar no momento da pesquisa.
  • Formulários Google: para criar uma pesquisa gratuita e tentar levantar dados próprios para a empresa.




2º P – Planejamento

Etapa 1
Após o levantamento das informações necessárias, é o momento de organizar tudo e traçar o plano de ação. Para começar, como em qualquer planejamento, é necessário ter um objetivo claro definido, que vai direcionar toda e qualquer ação planejada. Caso uma ação não contribua para atingir esse objetivo, ela não deve ser considerada. Esse objetivo pode ser de qualquer tipo. Veja alguns exemplos que Adolpho (2011) coloca:

  • Venda de produtos, no caso de um e-commerce.
  • Captura de e-mails, no caso de uma empresa que precisa deles para alguma divulgação.
  • Tempo médio de navegação por consumidor, como no caso de um veículo online.

Etapa 2
Após definição do objetivo é necessário traçar as metas: estas são os números e prazos que pretendem alcançar. Adolpho (2011) coloca que precisa ser uma meta SMART: específica (specific), mensurável (measurable), alcançável (attainable), realista (realistic) e temporal (timely).

Etapa 3
Com objetivo e metas prontos, precisamos seguir com o planejamento usando as informações que levantamos na Pesquisa (1º P) para respondermos perguntas como: como quero ser percebido pelo mercado? Em qual negócio estou? 

Etapa 4
Depois, analisemos o protagonista de todo planejamento: o consumidor. Sem ele, não existe empresa. A pergunta é: quem é esse consumidor? Quais são seus interesses, necessidades e desejos? Onde ele está? Qual o preço que pode e está disposto a pagar pelo produto ou serviço que é oferecido? Para o marketing digital, somente o meio de comunicação é alterado.

Etapa 5
Após entendermos o nosso consumidor, precisamos escolher o posicionamento que a empresa terá. Caso seja uma empresa que já existe, o posicionamento no ambiente digital precisa ser coerente ao que a empresa tem. Lembre-se: é a mesma empresa, apenas presente em meios diferentes.

Etapa 6
Mais uma etapa importante no planejamento é saber qual a equipe necessária para desenvolvimento da estratégia de marketing digital, considerando todas as etapas, desde o 1º P ao 8º. Você pode montar uma tabela para melhor visualização dos profissionais que serão envolvidos.

Etapa 7
Após isso, precisamos seguir para o estudo de mercado. Sem qualquer conhecimento do nosso negócio e do modelo praticado pelos nossos concorrentes, não há como saber qual o diferencial competitivo da empresa. Para se destacar dos concorrentes a empresa pode, por exemplo, optar por um bom posicionamento e uma comunicação direcionada pra segmentos de mercado específicos.

É necessário calcular a elasticidade de preço da loja: para ter ou manter a credibilidade para os consumidores (que depende somente da própria empresa), mas praticando um valor compatível com o que o consumidor está disposto a pagar.


Sites recomendados:




3º P – Produção

Vamos partir do pressuposto que a empresa precisa de um site para divulgar os seus produtos. Ter apenas uma página com texto falando sobre a empresa e o produto em si não parece algo atrativo. Então, como criamos algo que desperte o interesse do consumidor para que ele queira acessar e consumir a informação que disponibilizamos lá? Será um canal de venda da empresa ou só informativo?
Será que faz sentido criarmos um site usando Flash ou JavaScript, sabendo que não abrirá em nenhum dispositivo móvel? Não! Ou um site que demora mais de 30 segundos para carregar? Também não. Atualmente não é mais opcional pensarmos na otimização da plataforma, considerando sua funcionalidade em todos os dispositivos (seja computadores, notebooks, tablets ou smartphones) e no tempo de carregamento.
Antes de tudo isso, precisamos desenhar o que terá nesse site, criar o que chamamos de wireframe: Se trata do esqueleto, sem layout (cores, imagens, etc), que guiará o designer na próxima etapa. Neste momento precisamos considerar todos os elementos que precisam constar na estrutura e as suas prioridades. A interface deve ser extremamente intuitiva, pensando sempre em promover a melhor experiência de navegação do usuário. Portanto, quando for desenvolver um site, que ele seja responsivo (e pensando primeiro para mobile), ou seja, ele vai responder ao tamanho da tela em que está sendo exibido, alterando a prioridade de informações e a interface de acordo com o dispositivo.

Sites recomendados:

Outro ponto que precisamos pensar na produção é a URL que usaremos para o site, o título da página principal e o texto que teremos. Este é o momento que precisamos usar as palavras-chave – fazendo assim o SEO (Search Engine Optimization), que é a otimização da busca orgânica do site e está diretamente relacionado em como os usuários vão conseguir encontrar o site em uma busca no Google.
4º P – Publicação

Conteúdo: “É tudo aquilo que pode ser consumido como informação e que acrescenta valor para alguém. Informação pode ser oferecida como imagem, vídeo, texto, arquivo de som e as diversas derivações – screencasts, slidecasts, audiobooks, etc.” (ADOLPHO (2011, p. 528)
é importante sabermos quais termos as pessoas estão mais buscando para conseguirmos fazer a otimização da busca, o SEO. Além do texto escrito, os Googlebots também conseguem ler os nomes que damos para as imagens dentro do nosso site, portanto é um cuidado que, no momento do desenvolvimento, precisamos ter.




5º P – Promoção

Depois que decidimos O QUE a empresa vai comunicar, está na hora de vermos COMO fazer essa mensagem chegar no consumidor. Quais canais são mais efetivos para atingir a segmentação escolhida?
Quando pensamos nas mídias que usaremos para atingir o nosso público-alvo, precisamos pensar em como a mensagem pode percorrer todos os meios, seja ele online ou offline. Deve ser analisado como todos os canais vão contribuir para a construção da mensagem entregue ao público-alvo. Lembrando que a propaganda deve ser pensada de maneira única para cada canal, já que cada um tem a sua particularidade, mas todos devem ter um objetivo em comum. O importante é entender que não há uma receita pronta: dependendo do público que se quer atingir e a mensagem a ser passada, o planejamento muda. Mas alguns princípios devem ser seguidos, de acordo com Adolpho (2011):
  • Dar motivos para o consumidor voltar frequentemente à página da promoção.
  • A promoção deve ser relevante e chamar a atenção - despertar a vontade do consumidor em entendê-la.
  • Focar a comunicação num público-alvo específico e não tentar ser tudo para todo mundo.
  • Estimular a vontade do consumidor a passar a mensagem adiante, compartilhá-la.
  • Facilitar o compartilhamento dessa mensagem nas redes sociais, pensando na particularidade de cada uma delas.
  • Saiba quem são os seus consumidores mais influenciadores, os "alfas", porque eles serão os maiores responsáveis pela propagação da mensagem.

Algumas ferramentas para divulgação:
  • Google Adwords: serve para montar uma campanha de links patrocinados para que as pessoas encontrem a sua empresa, na qual a empresa compra palavras-chave para quando o usuário procurar por elas, um anúncio ser exibido. Assim como SEO, é uma ação mais passiva, mas com a empresa pagando pelo clique do usuário. O interessante é que esse usuário que entra no site via busca é mais qualificado: tem uma probabilidade maior de comprar o produto, uma vez que estava procurando ativamente por ele.
  • Campanha Display: são os anúncios dispostos em sites na forma de banners. Cada veículo (site) tem um método de cobrança e diferentes formatos - cabe ao especialista de mídia escolher qual é o melhor para a campanha que será veiculada e quais as melhores ferramentas, uma vez que depende do objetivo que se traçou para aquela campanha.
  • Facebook Business: para criar e veicular anúncios no Facebook é necessário ter uma página da empresa. As possibilidades de segmentação dentro desta ferramenta são enormes, podendo selecionar demograficamente ou atitudinal. Também é possível entregar anúncios geolocalizados, bastante interessantes para promoções em lojas específicas ou em determinadas cidades.
  • Redes sociais: também é possível usar as redes sociais para divulgar a mensagem que a empresa quer passar. E nessa parte o mais importante é entender que cada rede social tem a sua particularidade e é consumida de um jeito diferente pelo usuário, ou seja, o jeito que as pessoas usam o Facebook é diferente do Instagram que, por sua vez, não tem nada a ver com o Twitter ou Linkedin. Cada uma delas tem um perfil de público, conteúdo e jeitos de postagens. Por exemplo, o uso de hashtag no Instagram é bastante efetivo, uma vez que a rede já nasceu com essa característica para que as pessoas achassem um determinado conteúdo usando esse artificio. Mas ao tentarem implementar o uso no Facebook, não foi bem aceito pelo público, pois não foi algo natural ou intuitivo.
  • Instagram Empresas: como a rede é propriedade do Facebook, também é necessário ter uma página nele para conseguir criar campanhas. As possibilidades de segmentação seguem os mesmos padrões.
  • Twitter Ads: com alguns formatos diferentes, funciona bastante como second screen, quando há um conteúdo na televisão, por exemplo, e se usa essa rede para comentários e divulgações.
  • YouTube Advertising: na rede de vídeo mais usada atualmente também é possível veicular uma campanha, que pode ser de vídeo ou display (como complemento ao vídeo). Um dos principais formatos de entrega é o pre-roll, quando o vídeo do anunciante passa antes do vídeo que o usuário escolheu assistir. A segmentação de público nessa plataforma também é bastante inteligente, fator que ajuda a empresa a impactar o seu público-alvo.
  • LinkedIn Campaign Manager: a rede criada para compartilhamento de informações profissionais é bastante usada por empresas divulgando serviços para RH ou cursos que agregam na carreira profissional dos usuários.
  • Email Marketing: é uma ferramenta muitas vezes não valorizada pelas empresas dentro de uma campanha, mas que, quando usada estrategicamente, tem resultados bem positivos. Com o email marketing conseguimos criar um relacionamento com o nosso consumidor, gerando conversa - e precisamos pensar nessa ferramenta assim. Quando uma empresa usa apenas para divulgação de ofertas, sem tentar criar uma relação de troca, acaba virando spam. Uma boa ferramenta de email marketing é o MailChimp.




6º P - Propagação

Esta etapa se refere a como usar o nosso consumidor como veículo para promover a mensagem da empresa - como criar uma comunicação viral, que passa de pessoa para pessoa, porque elas se identificam e querem compartilhar.
O consumidor conectado é cada vez mais participativo e produtor de conteúdo, e não só espectador. Neste momento a marca pode, e deve, usar dessa característica a seu favor, promovendo uma mensagem forte o suficiente para que os "alfas" queiram propagá-la.
Dentro desse raciocínio nasceram os famosos "influenciadores digitais", que hoje já são uma parte bastante expressiva do esforço digital das empresas. Normalmente são convidados para eventos a fim de que usem suas redes sociais para divulga-los, o mesmo acontece com produtos, que os influenciadores recebem para que use os produtos e os divulguem para as demais pessoas.




7º P - Personalização

Com o constante desenvolvimento da tecnologia e a crescente exigência do consumidor, a personalização da mensagem, produtos e serviços não é mais facultativo para as empresas. A internet possibilita uma comunicação um a um em massa, ou seja, é possível criar um relacionamento personalizado, usando segmentações e mensagens mais específicas, atingindo várias pessoas ao mesmo tempo.
Uma vez que o consumidor espera ser tratado como único, essa comunicação mais dirigida a ele gera relevância, exatamente o que precisamos para que ele queira propagar a mensagem da empresa.
Um exemplo é o e-mail marketing que, como falamos nesta aula, é uma ótima ferramenta para criar e aprofundar relacionamento com os consumidores. Uma boa estratégia de CRM (Customer Relationship Management), justamente para gerar esse relacionamento mais próximo com o público e sua fidelização, é indispensável nos dias de hoje. Para isso é necessário a criação de uma base de dados sólida e uma ferramenta inteligente que ajude na organização, como a Pipe Drive.




8º P - Precisão

Aqui é onde medimos tudo que estamos fazendo, sabendo os resultados de cada veículo, ou seja, o que está funcionando mais ou menos da nossa estratégia. Essa é a "mágica" do digital: conseguimos acompanhar o passo a passo do consumidor até que ele acesse o site da empresa ou compre o produto na loja virtual: tudo é passível de análise.
Conseguimos, por exemplo, saber qual veículo está gerando maior tráfego de pessoas para a nossa loja e, quais deles geram mais vendas, uma vez que há veículos que geram quantidade, mas nem sempre qualidade de visitas.
Na internet conseguimos, inclusive, avaliar o papel dos veículos de mídia offline o quanto agregam para a campanha, já que normalmente há um aumento de procura do produto quando ele começa a ser anunciado na televisão ou rádio. Esse é o momento em que vemos a importância da convergência das mídias que estamos usando numa mesma campanha.











Referências e Materiais Consultados
(1) Material: Material Didático da Curso Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Faculdade UniNove. Consulta: 19 de dezembro de 2022.