segunda-feira, 28 de março de 2022

Termos de Relação e Comparação


A anatomia também orienta suas descrições a partir de localizações relativas e pré-determinadas, categorizadas por termos de relação e comparação que são amplamente empregados nas descrições clínicas. Esses termos são utilizados para comparar a posição relativa entre duas estruturas. (2)


Cefálico (superior, craniano)estruturas mais próximas da cabeça. (1, 2)
Caudal (inferior)estruturas mais próximas dos pés. (1, 2)
Medialestruturas mais próximas da linha média (plano mediano). (1, 2)
Lateralestruturas mais distantes da linha média (plano mediano). (1, 2)
Médio (intermédio)estruturas entre duas outras estruturas. (1, 2)
Posterior (dorsal)estruturas na parte de trás do corpo. (1, 2)
Anterior (ventral, frontal)estruturas na parte da frente do corpo. (1, 2)
Proximalestruturas que estão mais próximas do tronco ou do ponto de origem. (3)
Distalestruturas que estão mais distantes do tronco ou do ponto de origem. (3)
Superficialestruturas que estão mais próximas da superfície, ou que estão nela. (3)
Profundoestruturas que estão mais distantes da superfície. (3)
Intermediárioestruturas que estão entre as estruturas superficiais e profundas. (3)
Bilateralestruturas que têm elemento esquerdo e direito. (3)
Unilateralestruturas que têm apenas um elemento, ou esquerdo ou direito. (3)
Ipsilateralque ocorre do mesmo lado do corpo. (3)
Contralateralocorre no lado oposto do corpo. (3)


Existem também os chamados termos combinados, que descrevem posições intermediárias:
  • Inferomedial: significa mais próximo dos pés e do plano mediano — por exemplo, as partes anteriores das costelas seguem em sentido inferomedial. (3)
  • Superolateral: significa mais próximo da cabeça e mais afastado do plano mediano. (3)

Exemplos:
O hálux é medial em relação ao artelho menor.
(1)
O dedo mínimo é medial em relação ao polegar. (1)







(2) MOORE, K. L. Fundamentos de anatomia clínica. 4ª Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
(1) STANDRING, S. Anatomia: A base anatômica da prática clínica. 40ª Edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.